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segunda-feira, 10 de maio de 2010

A tinta que nunca sai do coração



Certas experiências levamos conosco para sempre. Foi o caso de minha passagem pelo setor de pré-impressão da Esdeva Indústria Gráfica. Entre 2005 e 2008, vivi momentos extraordinários nas longas tardes e noites que passávamos dentro de um recinto empoeirado, mas com muita energia.
Conheci pessoas incríveis, de muita garra, valor e parceria. Tive a honra de integrar o fabuloso “Esquadrão da Tarde”, ao lado de grandes caras como o Léo Paradinha, Márcio Guri, Pudim Martins, Brunão Falabella e Ricardo Peluso.
 É complicado citar só alguns nomes, quando considero que todos de lá são meus amigos, mas a lista completa está lá embaixo, no fim deste texto.
Ao lado desses grandes amigos que citei acima, protagonizamos momentos fantásticos. Como não falar do desafio Laranja x Azurra, valendo o Troféu Pinochet? Como não falar do “11 Horas”, o vodu que criamos para invocar a hora da saída? E o “Momento Lost”, logo após o passa-bola? Como não comentar o bolão da copa que organizamos em 2006 que envolveu toda a gráfica (vencido espetacularmente pelo Guri, após cravar aquele 0 a 0 entre México e Angola)? Como esquecer a “Era Brassfoot”, ainda mais com o Botafogo, comandado por mim e pelo Brunão, ganhando o Estadual em cima do Fla, do Paradinha, com gol de falta do Ronaldinho Gaúcho? E o baile de máscaras que promovemos no meio do expediente? Inacreditável.
Sem falar nas sextas de sinuca no Tacada, nas cachaçadas no Bartô e nos sábados de futebol no Estefinho (não contem para ninguém que íamos na hora do café). Havia também aquelas montagens mega criativas para sacanear o Thiagay e as sangrentas batalhas de elástico. Posso falar ainda das encomendas com o Boneco, das loucuras do Speed ou dos surtos do Pastel.
É história que não acaba mais. Daria para escrever um mega livro só de “causos” dessa época que já passou, mas que teima em retornar a nossos pensamentos saudosos.
Isso me leva a dizer que jamais tive na pré-impressão da Esdeva companheiros de trabalho, tive companheiros sim, mas de VIDA.

Um abraço do tamanho de uma Sunday aos amigos e irmãos de Esdeva:

Brunão, Peluso, Pudim, Parada, Guri, Vitinho, Darlan, Luciano, Thiagão, Gegê, Gustavo, Túlio, Glaúber, Clauberth, Antunes, Abdalla, Pepe, Rodrigo “Badalhoca”, Marco “Marcial” Aurélio, Anselmo “Molecão”, Brian “Bin Laden”, Espeto, Robinho, Wantu, Henrique “Sid”, Raphael, Fernando, Luís “Harry Potter”, Robertinha, Leonar, Walder, mestre Tuim, Rodrigo “Speed”, Edu, Donizeti, Atílio (coordenação), Daniell (coordenação), Marcelo “Boneco” (nosso embaixador no mundo hostil da impressão), Márcio (qualidade) Edson “Pastel” (pré-press Tribuna), Fabrício “Clark Kent” (estagiário), Wlamir (Agfa) e tantos outros que, por lapso de memória, não figuram aqui.

            Aos que entraram lá na pré-impressão Esdeva depois de mim e dessa turma aí de cima, deixo um abraço e o desejo de que tenham tantas histórias divertidas para contar como eu tenho. Agora faz todo sentido ouvir algo que durante algum tempo me deixou cético: “Na vida, muito além do sucesso e do conforto financeiro, valem para a posteridade o respeito e o amor da família e a admiração e a parceira das amizades verdadeiras”.

sábado, 8 de maio de 2010

Garra, Laranja!!!

Em nome dos bons tempos de Esdeva Indústria Gráfica.


Garra, Laranja!!!!!!

 Laranja Mecânica Indústria de Futebol: Macário, Guri (capitão), Brunão, Peluso e Márcio.

 Título do Troféu Pinochet conquistado na garra, no suor, no sangue, contra nossa arquirrival Azurra. Chupa, Paradinha!!!! A taça é nossa!!!!

sábado, 27 de março de 2010

Escuridão


Lago escuro
sombras e cinzas
Um corpo flutuando
no ar, no rio, nos sonhos
Um vácuo desdobra meu peito
A existência e a decadência
reunidas, assistidas
A criança caída e o silêncio
O escândalo e a indecência
Flashes, fotos, fúria
Não encontro razão
Em meus livros e bíblias
em minhas cartas e tintas
Não ocorre, não socorre
apenas olha a imensidão
De sentimentos e vícios
de entimemas e ócios
Estou encurvado
espinha dorsal arqueada
perante essa sensação
vaga e fugaz
de que não há causas
e não há consequências
Cursos e decursos
são apenas a ressaca
De uma noite mal pensada
De um pesadelo em consciência
De uma morte sem óbito
Carrego esse cadáver para todo lado
Carrego essa culpa em meu colo
Cuido para que não me mate de súbito
respeitando o meu inalienável direito
a um fim gradual, frio e calculado

na dosagem cruenta de um conta-gotas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Voo


Neve ao meio-dia, minhas calotas desmancham diante da furiosa indiferença com que me objeta. Estou indeciso, não sabendo em que acreditar nas suas verdades ou nas minhas mentiras Estou sem companhia, a solidão me abraça e o fracasso me beija os pés. Minhas vigas não sustentam mais nem meu corpo nem seus sermões. Sou um copo vazio, cacos de vidro, minhas interrogações são degraus para a mais profana poesia, para a mais neandertal melancolia. Me deixe em paz, me deixe só, me deixe, vivo, morto, alcoolizado. Não quero mais brincar, não quero mais saber. Me basta apenas a terra fria, inorgânica, saborosa. Me basta um fim, um limite. Sou apenas uma estrela sem tela, um artista sem obra, um barco sem vela, um navegador sem paraíso. Se fosse Colombo, perdido estaria, pelos mares, pelas torres, pelos bares. Se fosse Hitler, o nazismo seria apenas livre devaneio. Gutemberg, se meu corpo habitasse, jamais chegaria à imprensa. Morreríamos sem a explosão de letras que pariu nossa aldeia global. É muito cedo para morrer, é tarde para sofrer. Me deixe no chão, mas traga veneno. Uma última taça antes do voo seminal.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Reflexos


Terra redonda, sorriso vermelho, poesia no sangue, calor em fevereiro, chuvas sem fim, rios de um jardim, luzes e letras, fontes e fios. Algo contínuo e findo. Meu coração em um vidro, um apocalipse de uma noite e um verão na janela de Shakespeare. Um dia de baile e de bestas. Fantasia e fantasmas. Morcegos e namorados. Uma lâmina no escuro e cortes nas sombras. Mãos e magos, mágicos e monstros. Maravilhas da noite. Manchas no lençol e vírgulas de um terçol. Um dia me explico no confessionário da sala de espera divina. Estou em Deus e estou só. Uma briga com o espelho e outra com o vulto atrás de mim. Tudo se quebra e vejo meus pedaços enquanto o reflexo me encara vencedor. Minhas mãos e o fogo, a poesia que queima em meus ossos e me carboniza os miolos. Sou poeta e profeta do meu destino. Ainda que não tenha um.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Mentiras e promessas 2

Como vocês podem ver, de "improvável" em 2008, o aumento do IPTU em JF passou a ser real, um pesadelo em 2010. Está provado que em Custódio Mattos não se pode confiar. JF mais uma vez se deixou trair por uma pessoa que não tem o menor compromisso pela cidade e por quem a elegeu. Uma pena.

Mentiras e promessas



Na época da campanha para a PJF (2008), mandei e-mails pedindo esclarecimentos sobre o IPTU para os dois candidatos que foram para o segundo turno, Margarida Salomão (PT) e Custódio Mattos (PSDB). Em verdade, perguntei se os candidatos tinham intenção de majorar o tributo. Vejam as respostas das assessorias de cada um:

resposta‏
De:
Comitê Margarida (imprensamargaridasalomao@gmail.com)

Risco médioVocê pode não conhecer este remetente.Marcar como confiável|Marcar como lixo
Enviada:
quarta-feira, 22 de outubro de 2008 17:30:43
Para:
danielmacario@hotmail.com
Daniel:

Margarida já falou claramente que vai rever a questão da planta do município, que fornece ferramentas para o cálculo do IPTU e que, certamente, ele não sofrerá reajuste. Pode confiar.

Comitê de Imprensa Margarida Salomão

_______________________________________


custódio responde‏
De:
Ailton Alves (custodioresponde@custodio45.can.br)

Risco médioVocê pode não conhecer este remetente.Marcar como confiável|Marcar como lixo
Enviada:
terça-feira, 21 de outubro de 2008 19:37:41
Para:
danielmacario@hotmail.com

Anexos:
1 anexo

45_Acoes2...pdf (349,2 KB)

Olá Daniel,
Estou muito confiante nesse momento que se aproxima. Tenho a absoluta certeza de que vamos resgatar a honra de nossa cidade e juntos trilhar o caminho certo, o caminho do desenvolvimento econômico com justiça social.
Com relação a sua proposição, sei que é uma questão de grande importância, que merece todo o respeito e deve ser tratada da melhor forma possível. Por isso mesmo não vou aqui fazer promessas eleitoreiras, dizer que vou reduzir o IPTU, para angariar votos. Por outro lado, você pode ter certeza que nós vamos conversar com todos os setores envolvidos nessa questão e buscar soluções que atendam de forma satisfatória suas reivindicações. Um aumento é muito improvável.
Estou enviando em anexo o meu plano de governo. São propostas concretas que serão feitas em nossa cidade. Nesse plano você pode confiar. Espero que lendo-o você possa ter uma idéia do que vamos fazer de melhor para Juiz de fora, e também verificar se, de alguma forma, a sua reivindicação está bem atendida.
Vamos com força total mostrar que Juiz de Fora tem futuro. Vai levantar a cabeça, sacudir a poeira e fazer a mudança acontecer com experiência e competência.
                                                                                                          Um forte abraço,
                                                                                                          Custódio