Não sou Dilma (PT) nem Serra (PSDB). Mas essa pesquisa aí do link é no mínimo estranha. Primeiro porque em números percentuais praticamente diz que Dilma terá a mesma quantidade de votos do primeiro turno (impossível). Em segundo lugar, destaca-se que foi feita entre 11 e 13 de outubro, no meio de um feriado. Em outras palavras, foi feita "nas coxas", atendendo a interesses bem suspeitos. Por isso, digo e repito, não votem com base em pesquisas. São todas elas fábricas de factoides, fábricas de mentiras para influenciar o eleitor. Que cada um vote de acordo com sua consciência e ponto final.
Esse blog é uma gota de meu sangue, um plasma de meus sentimentos. Poesia, humor, política, dor, frustrações. É um espaço onde sou o que deveria ser ou o que nunca fui. É um lugar onde sou um personagem e uma entidade em vida. Sou um rio e também as pedras. A angústia perdida ou um sorriso espontâneo. Sou eu em múltiplas formas ou em forma alguma.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Somos mesmo felizes?
Ser feliz é um desafio, uma meta, uma ambição. Não importa o nome que se dê. Estamos aí para sermos felizes, plenos, realizados. Quem não busca ser feliz ou não o é vive se arrastando, lamentando o que poderia ter feito ou sido.
Mas a gigantesca e assustadora verdade é que somos sim felizes. Plenamente felizes. A felicidade é o que nos move, é o que nos faz sempre buscar um novo pedacinho de vida a cada dia. Quem não é feliz não tem prazer de viver. Não luta para ter dias melhores, não batalha para ver um sorriso estampado no rosto de quem ama.
A felicidade, acredite, é aquela sensação metafísica, imaterial, que transborda de nós em momentos pequeninos e muito especiais. Pode ser nos beijos do namorado(a), no rostinho sorridente de uma linda criança, na conversa animada e sem hora pra acabar entre amigos, na surpresa preparada por quem amamos para nos deixar radiantes. Não importa o modo. A felicidade é assim. É um sunday que saboreamos todos os dias. É aquele gostinho mágico que sentimos quando estamos perto de quem realmente sabe fazer tudo ficar diferente.
Se você ainda não acredita, basta olhar ao seu redor. Você consegue mesmo dizer que as pessoas que lhe são próximas não trazem a sensação de felicidade? Será mesmo que seus pais, irmãos, amigo(a)s e namorado(a)s não melhoram seu dia? Ele(a)s, com singelas e expressivas atitudes, não são capazes de lhe arrancar um sorriso espontâneo?
Pense bem. Veja se isso não faz realmente sentido. Acredite, você é muito feliz. Todos nós somos. Afinal, todos acordamos sempre imaginando que um ótimo dia nos espera, um ótimo dia, que fica ainda melhor, quando nos aproximamos de quem é verdadeiramente importante.
domingo, 10 de outubro de 2010
Só hoje à noite
Sempre perco você
Você me escapa
entre dedos e mãos
entre desejos insanos
Você vai embora
me deixa de luto
em luta, lágrimas, escuridão
Sempre perco você
na saída dos dias
no fim das noites
na chegada do amor
na decepção do adeus
Sempre perco você
nas histórias que escrevo
nas músicas que canto
nessa vida que eu vivo
Eu perco você
mas hoje à noite
Hoje vai ser diferente
Hoje vai ser outro dia
Hoje à noite
tudo vai rolar
do sertão nascerá mar
no deserto a água reinará
tudo vai rolar
vou te beijar, te abraçar
nossas mãos se encaixarão
com fúria e paixão
com sabor e desgosto
Vou trazer um furacão
para sua noite sem final
Mas vai ser só hoje
Hoje eu não vou te perder
não antes do amanhecer
Hoje a noite vai ser minha
na minha cama
do meu jeito
e com você no meio
Hoje à noite
Você vai implorar
Você vai se arrastar
e eu vou dizer não
mas só quando o dia clarear
Hoje à noite
Só hoje
Você vai sentir
vai ser feliz
vai delirar no ato
contorcer-se em prazer e pecado
Você vai me pedir mais
Só hoje à noite
Eu não vou te perder
não hoje à noite
Você vai se perder
vai achar caminhos
iludir-se em labirintos
e acabar no descaminho
Hoje à noite
Você vai entender
quanto vale um homem
com coração, corpo, casco
Você vai entender
quanto vale um homem
no êxtase de seu predicado
Só hoje à noite
Você vai mergulhar em rios
flutuar pelos leitos andinos
e me entregar seu destino
vai ser inteira e só
Só hoje à noite
Você vai se apaixonar
e dizer que me ama
Só hoje à noite
Eu vou sorrir
e deixar você no ar
Só hoje à noite.
No reino da falsidade
Entusiasta do aborto, Dilma (PT) agora é uma mulher a favor da vida e do respeito aos valores religiosos. Devoto das privatizações e do desenvolvimentismo a qualquer preço, José Serra (PSDB) converteu-se em um homem social e ambientalmente responsável.
A ladainha eleitoral está alcançando seus píncaros no segundo turno. São mentiras e factoides crescendo como erva daninha em sites, jornais, revistas e TV. É um momento em que o jornalismo se traduz como um arauto da falsidade e das meias verdades. Todo tipo de bobagem, de informações manipuladas, são divulgados. É um container de dados distorcidos que assaltam nossos veículos.
Ninguém está a salvo. O jogo político se tornou um vale-tudo de acusações e golpes ilegais. Candidatos mudam de projeto, de discurso, de perfil com uma desfaçatez que espanta até quem já é do ramo. São mentirosos profissionais, contumazes.
Diante disso, escolher um dos lados é um exercício sobrenatural. Todos assumem o que nunca fizeram e escondem o que sempre praticaram. Todos são angelicais e estão em carne para o caminho da beatificação.
Portanto, é muito importante estudar o passado, enxergar o presente e imaginar o futuro. Com certeza, a biografia dos candidatos, o histórico político-partidário diz muito mais do que a retórica esfarrapada que se vê na mídia.
Com essa prática, cada um terá a oportunidade de escolher seu preferido e hipotecar seu voto. Mas, não se esqueçam, na arte de relativizar a verdade, o Brasil estará bem servido. Não importa quem vença.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A armadilha do segundo turno
Dilma (PT) não venceu no primeiro turno, desapontando as expectativas de institutos de pesquisa. Perdeu fôlego e votos na reta final para Marina Silva (PV). O motivo desse solavanco eleitoral para a petista atende pelo nome de Erenice Guerra. A ex-assessora de Dilma foi presa fácil para as armadilhas ocultas no labirinto das antessalas do Planalto.
O impacto foi direto nas intenções de voto da candidata de Lula. Fizeram sangrar eleitores no sentido Dilma-Marina. A verde gostou e conquistou, assim, um belo capital eleitoral. Seu apoio no segundo turno ganha cada vez mais importância, passa a ser decisivo para os rumos da República brasileira.
Nesse ponto, exatamente aí, é que reside o grande desafio para a senadora. Se aceitar abraçar um dos lados envolvidos nesse segundo turno, Marina trairá uma parte considerável do discurso que a fez obter quase 20 milhões de votos.
Dilma e o PT, envolvidos pelo pragmático exercício do poder, tornaram-se um cenário hostil para a verde. Oprimida, saiu da legenda da estrela vermelha. O peso do “Mensalão” e da operação para salvar o mandato de José Sarney (PMDB) foram insustentáveis diante do legado ético que Marina carrega. Portanto, apoiar Dilma é uma grave contradição de postura.
Por outro lado, apoiar o PSDB e José Serra seria uma apunhalada nas costas dos valores que permearam toda a carreira política da senadora. Envolvida com movimentos e causas sociais, Marina sempre esteve do lado oposto ao dos tucanos, do lado oposto ao alinhamento ao capital, ao projeto puramente desenvolvimentista. Foram muitos anos legislando e lutando contra o que apregoou o PSDB nos anos em que Fernando Henrique ocupou a cadeira presidencial.
Desse modo, a escolha por Dilma ou Serra pode significar um risco abismal para o futuro político de Marina Silva. A melhor saída seria a neutralidade, permitindo aos correligionários e eleitores a particular decisão a favor de um dos lados. Assim, Marina teria a independência e a liberdade necessárias para fiscalizar francamente o vencedor(a), cobrando a irrestrita execução do plano de governo e dos comprometimentos sócio-ambientais firmados.
O Brasil precisa de Marina Silva sóbria, isenta, efetivando o papel que lhe é destinado, o de seguir na elaboração de um novo projeto, um novo plano, capaz de atrair um novo universo de votantes, capaz de romper a dualidade PT-PSDB que tanto turva o horizonte político de Brasília.
Nas mãos de Itamar
O resultado das eleições de 2010 traz um amargo sabor para Juiz de Fora. A cidade perdeu representação política e terá pouca gente nas casas legislativas para atuar em favor de suas carências.
Na Câmara Federal, estamos limitados a Marcus Pestana (PSDB), que terá de se desdobrar para atender às cidades que, junto com JF, o ajudaram a se eleger, e Júlio Delgado (PSB). Bruno Siqueira (PMDB) será o cavaleiro solitário de nossa Manchester Mineira na Assembleia Legislativa.
É muito pouco para uma metrópole que precisa avidamente de recursos para desenvolver-se. Precisávamos de uma gama bem mais ampla de representantes para lutar por nossos interesses.
A única notícia acalentadora que as urnas revelaram foi a vitória de Itamar Franco (PPS) para o Senado. Com o ex-presidente, JF volta a ter voz ativa na Casa Legislativa mais importante da República. Ele terá a responsabilidade de angariar verbas para nossa região. Com a estirpe política que lhe é peculiar, Itamar reúne todas as condições para ser bem sucedido nessa árdua missão. No entanto, o papel do ex-governador não para por aí.
Articulado com Aécio Neves (PSDB), eleito para o Senado, e Antônio Anastasia, reeleito governador, Itamar carreará consigo o dever de sensibilizar a cúpula do Palácio da Liberdade para engrossar o volume de recursos para a Zona da Mata mineira.
A sustentabilidade de JF está nas mãos de Itamar Franco. Depende dele a vinda de obras substanciais para nossa região, seja como legislador no Senado Federal, seja como interlocutor do governador Anastasia.
Itamar sabe o peso que está em suas costas e, mais ainda, é ciente do quanto sua cidade necessita, neste momento, de seu capital político.
Observação: Desconsidero as famílias Varela, Braz, Andrada e Moreira, pois o patrimônio político delas é formado por eleitores de nossa região e não de JF especificamente.
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