Juro que não tive culpa,
que não queria. Foi culpa daquele luar, daquele sorriso oblíquo e duas taças de
vinho. Foi culpa daquelas mãos que me agarraram firme e gostoso. Foi culpa
daqueles beijos, daquela barba roçando no meu pescoço. Foi culpa de um jeito
especial, de um jeito de olhar tão a fundo que só ele tem.
Esse blog é uma gota de meu sangue, um plasma de meus sentimentos. Poesia, humor, política, dor, frustrações. É um espaço onde sou o que deveria ser ou o que nunca fui. É um lugar onde sou um personagem e uma entidade em vida. Sou um rio e também as pedras. A angústia perdida ou um sorriso espontâneo. Sou eu em múltiplas formas ou em forma alguma.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Orgulho
Não
esgote seu orgulho apenas com os grandes feitos. É legal e é bacana ser
promovido no trabalho, ganhar um aumento salarial, beijar aquela pessoa com
quem você vinha flertando há tempos ou até mesmo realizar um sonho de consumo.
No
entanto, sua vida precisa ter mais sentido do que negócios, contratos e
dinheiro. O bem material compra quase tudo, mas não compra a sua própria
consciência.
Agregue
valor ao seu orgulho com os pequenos fatos do dia a dia. Orgulhe-se de ser
gentil com outras pessoas, de ser amoroso(a) com sua família, de ser sincero(a)
com seus amigos, de ser esforçado(a) em seu trabalho. Isso tudo faz parte de
pilares muito importantes de nossa personalidade.
Orgulho
não é sinônimo de riqueza e sucesso profissional. Se você inspira e melhora o
ambiente e as pessoas ao seu redor, isso já torna de você um vencedor(a) e
alguém de quem se pode ter muito orgulho.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Libertados
Ano
passado, escrevi um texto sobre o fim do sofrimento corintiano na Libertadores. Na
época, escrevi que o triunfo alvinegro poderia representar a possibilidade de
títulos para outras equipes brasileiras que ainda não levantaram a taça da
Libertadores. Era como se o título dos paulistas tivesse rompido o lacre que
selava o tabu da competição.
E
o que acontece esse ano? Sim, o Atlético-MG, que ainda não tinha uma taça à altura
de sua história e tradição, conseguiu colocar a faixa no peito. Conquistou o
título que o rival Cruzeiro tanto ostentava para humilhá-lo. Agora, o campeão
do Gelo também é campeão da América.
E
como um time sem expressão internacional (em termos de títulos) conseguiu
superar as excentricidades da competição sul-americana? Simples, o Atlético-MG
jogou como Atlético-MG, foi forte, vingador e indomável. Mesmo nos jogos mais
difíceis, não faltaram vibração, confiança e foco. Se houve derrota fora de
casa, o troco veio no Horto, um verdadeiro poleiro em preto e branco.
Não
acho que o cara do Atlético-MG foi Ronaldinho Gaúcho. O R10 só brilhou na
primeira fase e nas oitavas de final, contra o São Paulo. Fora isso, foi um
jogador apático e “normal”. Nas decisões, nos momentos agudos, quem deu a mão,
literalmente, à palmatória foi Victor. O goleiro atleticano operou milagres e
pegou pênaltis decisivos. Tornou-se um monstro à frente dos atacantes e
batedores. Foi o camisa 1 que todo torcedor sonhava.
As
“torres gêmeas” Réver e Leonardo Silva também se destacaram. Seguraram a onda
lá trás e ainda apareceram na frente para ajudar o ataque. São preciosidades no
cenário atual do futebol brasileiro. Se não concorda comigo, pergunte a um
são-paulino, que sabe muito bem o que é sofrer com Lúcio, Tolói, Paulo Miranda,
Edson Silva... Caso ainda não esteja satisfeito, questione um torcedor do Fluminense
sobre o futebol de Gum, Leandro Eusébio e Digão.
Fiquei
decepcionado com Tardelli e Bernard. Embora talentosos e esforçados, acredito
que jogaram muito menos do que sabem. Se repetissem o bom futebol da fase de
classificação, com certeza, Cuca e atleticanos não teriam sofrido tanto.
De
resto, destaco a luta dos volantes Pierre, Leandro Donizete e Josué. Jô,
Alecsandro e o polivalente Luan também contribuíram muito com gols e vibração.
Marcos Rocha foi fundamental com sua correria e poder de marcação. Guilherme
teve seus momentos de glória contra o Newell´s Old Boys, nas semifinais.
Richarlyson, para mim, foi o pior. Grosseiro e estabanado, atrapalhou muito
mais do que ajudou e só se manteve no time por teimosia do Cuca.
Por
falar em Cuca, ele é um caso à parte. Treinador cheio de manias e superstições,
ele mereceu cada palmo dessa conquista. Ao contrário de muitos colegas de
profissão, é simples, dedicado e estudioso. Sabe armar equipes ofensivas, que
jogam bonito e convencem. Porém, Cuca tinha a cruz de perdedor, de vice. Isso
tudo foi pelo ralo porque ele soube ter ousadia, mexeu as peças e a disposição
tática da equipe. Chorou, pulou, rezou, acreditou e venceu. Colocou seus
conceitos acima das vaidades, fez o Atlético-MG jogar com alma e personalidade.
Enfim,
como se vê, foi uma conquista de muitos heróis e protagonistas, como bem deve
ser em uma equipe compacta, bem armada e equilibrada. É resultado também de uma
profunda reformulação do Atlético-MG que, hoje, paga bem, em dia e oferece a
melhor infraestrutura do futebol nacional.
Sem
dúvidas, Cuca e Atlético-MG podem ser orgulhar do que têm na estante. Essa
Libertadores está nas mãos de quem a merece. Em suas trajetórias, Cuca e
Atlético-MG já foram muito sacaneados por arbitragens maldosas e perderam
títulos importantes por entre os dedos. Agora não. A América é alvinegra e
atleticano algum precisa mais olhar a grama do Cruzeiro, achando-a mais verde.
A inveja, em Belo Horizonte, mudou de lado e de cores.
Agora,
com a constante alternância de campeões brasileiros da Libertadores, qual time
você acha que vai levantar a taça ano que vem? Será que vai pintar uma nova
surpresa, um campeão inédito? Será que algum time já campeão vai retomar a taça?
Será que o Cruzeiro, enfurecido com sucesso do Galo, vai brigar pelo título? Ou
o Atlético-MG vai mudar a escrita e faturar o bicampeonato? Faça sua aposta. A
corrida pela Libertadores 2014 já começou.
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Menina decidida
"Ela
é só uma menina
E
eu pagando pelos erros que eu nem sei se eu cometi
Ela
é só uma menina
E
eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim..."
Composição:
Herbert Viana
Você
é assim: tão menina e tão decidida. Mexe com meu humor e meus hormônios.
Transforma meus dias em ventania e minhas noites em vendaval. Você é uma menina
que não posso chamar de minha. Mas eu sou seu e já faz muito tempo. Seus
segredos eu nunca descobri, já os meus você sabe de cor. No fundo, nossa
relação é desigual e me leva à loucura. Eu dou tanto de mim e você nem se
comove com isso. Desmarco tudo, cancelo compromissos, tudo para ter você
comigo. No final, você me manda mensagem para dizer que não vem. Eu fico
triste, fico mal. E você, menina, nem se desculpa por isso. Tento ficar com
raiva, acabar com tudo. Aí, você entra em cena e me deixa vendido. Você conhece
meus pontos fracos e meus elos quebrados. Já eu, só quero saber de você ao meu
lado. Menina, eu pago pelos erros que não cometi e você, quando quer, já tem
tudo o que quiser de mim. Menina, será que você é mesmo só uma menina?
Riqueza
Você é a riqueza dessas Minas Gerais...
O meu Belo Horizonte...
O valor mais precioso do Ouro Preto...
Meu juízo que vem de fora...
A Contagem dos meus sonhos...
Minhas Bicas em tempos de sede...
Você é princesa, Leopoldina...
É você as paisagens que me vestiram...
E as vidas que eu ganhei...
Obrigado
Você me deixou
falando sozinho, você me deixou falando com os livros, os discos e os ritos.
Por tudo isso, nem sei como agradecer. O fim de sua presença opressora me abriu
caminhos, descortinou horizontes. Pude, enfim, ver o jardim por trás da
montanha. Falar sozinho, falar comigo é terapêutico. Descubro assim a solução
de medos e conflitos. Por isso, lhe sou muito grato. Sem você, eu apurei meu
valor e orquestrei minha vida. Não há mais buraco negro, vazio ou vácuo. Agora,
há música, leitura e diálogo. Obrigado por me dar espaço e me devolver a mim.
Obrigado por sair de cena e me deixar o palco. Os aplausos e a plateia não mais
me faltam.
Amarga Terapia
Esquecer
você é aos poucos
Dia
após dia
Amarga
intensa terapia
Vão
fotos e lembranças
Vão
momentos e sorrisos
Ficam
lições e saudades
Tudo
que vai deixa marcas
Mas
também deixa respostas
Eu
não sei porque não fomos
Eternos
e felizes
Mas
também entendo
Que
precisávamos de outros caminhos
Não
acredito em volta
Mas
acredito em respeito
Não
vamos nos atacar
Isso
seria o fim
Pois
conhecemos os pontos fracos do outro
Então,
seria fatal para os dois
Fica
combinado assim
Não
teremos recaídas
Não
nos ligaremos mais
Se o
jeito é seguir em frente
Que
pelo menos, façamos com paz
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