Total de visualizações de página

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Reencontros


Em matéria de mulher, prefira o simples, o prático. Não complique, não invente. Não entre nessa de joguinhos, de sedução ritualizada, descrita em livretos escritos por adolescentes. Apenas seja você, apenas se lembre de que a garota é o foco e é ela que deve ser agradada e não seu ego. Ganhar a confiança de uma mulher requer abertura, então, se abra, se permita frágil para que ela possa protegê-lo. Mas também ofereça seu ombro e um sorriso sincero. Não abra mão de uma boa conversa, de olhos nos olhos, de diálogos com começo, meio e fim. Fale, mas também escute e escute com atenção. Não fique babando nos seios, no quadril ou nas pernas dela. Você já pôde observá-la antes de começar a conversa. Não confunda papo generoso com "deu mole". Mulher não dá mole, ela apenas lhe dá a chance de provar que não é mais um rapazinho que bebeu todas para se encorajar a falar com ela. Varie os temas, faça com que ela fale sobre tudo que a agrada, perceba, fale sobre o que ela quer conversar e não você. No fim de tudo, se não houver um beijo, um telefone anotado ou, ao menos, um abraço de despedida, pelo menos saiba que haverá o consolo de ela ir embora sem a sensação de que perdeu tempo com um idiota que ficou tentando "pegá-la" de todo jeito. Ficará uma boa impressão e ela não será em vão. Acredite, essa vida é feita de muitos reencontros.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Admiração


Por que perdi tanto tempo pensando em você? O que de especial eu enxerguei em você que me trouxe até aqui? Eu demorei a perceber, eu demorei a entender que havia um padrão em tudo isso. Você era mais nova, mais idealista, mais sonhadora. Foi como vislumbrar meu próprio espelho de anos atrás. No fundo, eu me enxerguei nos seus olhos e no seu coração. Eu também tinha aquele mesmo brilho nas pupilas, aquela mesma fome e intensidade pela vida. Eu também já quis mudar o mundo no primeiro parágrafo, reescrever a peça no primeiro ato. E admiro você por ser assim. Rogo para que a vida e as más experiências não a mudem, como fizeram comigo. Que você sempre se preserve ativa, altiva e atuante. Que suas lutas tenham começo, mas não tenham fim. Eu não a julgo, sendo sincero, até entendo você. Você me deixou, mas não me deixou por nada, por capricho ou crise de identidade. Você me deixou por afirmação, por saber o que deseja, o que impulsiona seus sonhos. Você correu atrás do que queria e com as próprias pernas. Jogou tudo para o alto, apostou pesado e não olhou para trás. De longe, eu fico aqui triste, mas admirado. Torço, sem mentira e sem hipocrisia, para que você seja muito feliz. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Descontinuidade


Eu desisti de tentar entender. Eu desisti porque nesse caminho, nessa corrida insana, eu mais perdi do que aprendi. Seus descaminhos e suas desconexões eram, de início, interessantes, mordazes. Mas o tempo mostrou que não era charme, mas sim pura descontinuidade. Eu falei, eu não sou daqueles que largam as tarefas pelo meio. Eu vou até o fim, eu faço para terminar, eu entro para ganhar. Mas você não quis jogar, você quis apenas me testar, me moldar. Não é assim que faço, não são essas as minhas regras. Eu respeitei as suas, eu segui suas normas. E você, como prêmio, me desligou, não atendeu minhas ligações, não respondeu minhas mensagens, nem mesmo me disse que já era tarde. Eu não vou tentar entender o seu lado. Eu não vou tentar entender o que não passa de mero e puro desrespeito. Apenas vou aceitar que com você não dá mais e que isso tudo foi muito mais longe do que deveria. Ou mais longe do que você merecia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Alquimia


É muito carinho que lhe dou, é muita alegria que eu tenho quando estou com você. Você é meu mar, sou sua areia. Você já me tem, mesmo que não queira. Tudo é especial quando temos um amor, uma força nominal e única. Meu desejo por você tem dois lados: a paixão e o cuidado. Quero que a gente pegue fogo, mas também que tenha um sono sossegado. É bom que role um beijo de cinema, mas também um cafuné sem compromisso. Vamos assim, pingando amor em nossas vidas, espalhando um sorriso incontido a cada dia e vivenciando as noites ardentes de nossa doce alquimia. 

Mentiras reunidas


Leve de mim o que é leve, leve de mim aquilo que você pode carregar. Não se apegue ao que não tenho, ao que não posso dar. Se eu prometo para lhe agradar, a primeira estupidez é minha, mas a última é sua, apenas por acreditar. Façamos o seguinte, sejamos livres, sejamos felizes. Não precisamos contaminar um ao outro, vamos apenas dividir o que é bom e a capacidade de ajudar um ao outro. É melhor a parte boa de um todo verdadeiro do que um inteiro formado por migalhas de mentiras reunidas.

Esquina com o nada


Quando eu te vi, era alta madrugada, quase esquina com o nada. Seus olhos enxergaram algo além do meu vulto. Você fugiu e eu te persegui. Enfiei-me por entre becos e bares, vasculhei as pontes e os mares, mas nada encontrei. Era o fim da noite, aurora do sofrimento, mais uma vez busquei o vazio de um passado que me salta aos olhos como se ainda existisse.

*******************

Quando quis chamar o amor de meu, ele me escorregou por entre os dedos. O amor não é objeto para ser de alguém, ele não é adestrado nem pode ser controlado. Amor é imensurável, desbeiçado e sem amparo. Ele é conquistado nos detalhes, nas pequenas diferenças. O amor se faz todo dia, o amor vai e volta, passeia por entre nós e tantas vezes não notamos. O amor é presente, mas pena que poucos o percebam para dele desfrutar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Na garganta


E quem explica a sutileza de um lábio, a maciez de um beijo, o brilho cósmico de um olhar? Talvez eu não entenda tanto de amor quanto eu queira, talvez meu sentimento seja mais sincero do que intenso. Francamente, eu não sei explicar. Apenas sei que sinto e vivo e que me sinto mais vivo por, simplesmente, sentir. Quando meu rosto se aproxima do seu, tudo perde sentido e faz ainda mais sentido. É quase como explicar a teoria da viagem no tempo ou o segredo das pirâmides do Egito. A ciência não me cativa, o que me motiva, de verdade, é essa explosão, é essa sinestesia. Tudo tem gosto, forma, cheiro e textura, tudo tem um porquê, assim que te vejo, assim que te percebo. Minhas palavras não dão conta do que se passa quando você passa. E minhas pupilas te acompanham, tentam te dar as mãos. Tudo, assim, tarde demais porque tentei entender o que sinto em vez de, agora entendo, correr até você para dizer. Se ainda for tarde, talvez demais, vai doer ainda mais, mas assumo o risco, pois não me cabe mais na garganta, não me aguento mais de vontade da vontade de você. Então, feche os olhos e ouça o que eu digo. Sinta como eu me sinto. Se não der certo, ao menos, terá sido pela razão de eu me abrir, de eu me excluir desse imenso e insólito labirinto.