Nada acontece por acaso. O
que parece trágico e, até mesmo nos deixa mais fracos, tem sua razão de ser e
existir. Cada empecilho, cada perigo, cada desvio: tudo isso nada mais é do que
um aviso. Aviso de que devemos ser fortes e resistentes; resilientes e consistentes.
Nossa coragem só advém quando o descaminho nos espreita, quando o mau agouro
nos visita. É assim que se vive, por enfrentamento, por combate, por vendeta.
Não estamos à deriva em mar aberto. Nosso destino não é aleatório ou randômico.
O resultado da equação biográfica que nos sustenta é diretamente proporcional à
postura adotada. Quem luta, resiste; quem desiste, enluta. Por isso, podemos
dizer que o descanso não faz parte do direito existencial. Nossa evolução,
nossos antepassados, nossas marcas no tempo, tudo provém de propugnação, de
revolução, de ação contra as intempéries ambientais. Se ainda estamos de pé, é
porque nos esforçamos para assim estar. A mensagem final é essa: seja sua
fortaleza, seja seu próprio escudo. A sobrevivência jamais foi apenas por
adaptação e sim também por negação ao fracasso. Insista, persista e invista.
Estar aqui lendo esse texto já faz de você o vencedor que todos esperam. Apenas
siga e diga a si mesmo que todas as batalhas dessa vida são batalhas vencidas
porque você assim decretou.
Esse blog é uma gota de meu sangue, um plasma de meus sentimentos. Poesia, humor, política, dor, frustrações. É um espaço onde sou o que deveria ser ou o que nunca fui. É um lugar onde sou um personagem e uma entidade em vida. Sou um rio e também as pedras. A angústia perdida ou um sorriso espontâneo. Sou eu em múltiplas formas ou em forma alguma.
Total de visualizações de página
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
As estrelas brilham por você
Hoje é
seu dia. O céu e as estrelas brilham por você. Mais uma primavera se completa,
mais um ciclo se fecha. Olhar para trás, nesse momento, pode ser tão desafiador
quanto mirar o futuro e seus incrustados enigmas. Mas essa não é hora de ter
medo. Essa é a hora da esperança, da realização do que se leva na mente e no
coração. Talvez seja hora também de se orgulhar um pouco, de se lembrar de
quantas barreiras foram superadas, de quantas frustrações foram enterradas.
Hoje
você se vê renovada, restaurando-se de toda aquela esteira de decepção e
desgosto que ainda lhe roubam pensamentos.E isso não está certo. Seus
pensamentos, de agora em diante, pertencem às suas novas motivações e
inspirações. Existem projetos a serem criados e pessoas que precisam de seus abraços
e de suas ternuras. Não se furte de estar presente. A presença, em tantos
momentos, é o melhor presente que podemos oferecer a quem nos ama. Assim, não
tenha receio e muito menos insegurança. Você reconstruiu o caminho e abriu
novas alas; então, desfile, se permita, curta o que lhe é possível e viável.
E nunca
se esqueça de quem você é. Sua mais radiante beleza se encontra perante o
espelho da alma. Ali, se reflete, por que não, a mais bela das criaturas, a
mais poética esfinge. Que nada desse mundo lhe tome sua convicção e seus passos
firmes. Agora que você se lançou na estrada, não se permita regredir, não se
permita duvidar. O seu sonho real é aquele que você se põe a edificar. E isso
está acontecendo: agora, hoje, amanhã e sempre. Esse, de fato, é o único brinde
de que você precisa. Aproveite-o, desta maneira, com sabedoria e equilíbrio.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Meu amigo, Sinésio
Meu
amigo, você partiu cedo
Deixando
em nós uma lacuna de saudade
Deixando
em nós um completo sentimento de vazio
Mas,
ainda assim, bem sabemos
Sua
missão por aqui foi cumprida com honra e glória
Você
deixou a todos um legado de luta e história
Como
professor, muito ajudou na formação de tantos
Como
idealista, jamais escondeu as cores de suas convicções
Como
botafoguense, enalteceu nossa sagrada Estrela Solitária
Mas a
solidão não lhe é destino, saiba bem disso
De onde
está, em sua nova residência, esteja certo
De que
sua família espiritual já está aí lhe cuidando
Já
preparando para quando você, enfim, acordar
E nós
aqui também sempre estaremos em preces
Para
que você siga forte e firme
Sua
caminhada espiritual e existencial
Caminhada,
aliás, longa, dura e necessária
Para
você e para todos nós
Tenha
bem claro também que isso não é um adeus
Como
seres perenes que somos, lhe digo
A
palavra que cabe aqui é um até logo
Porque
o reencontro de todos nós, amigo
É tão
certo quanto é certo o Amor de Deus por cada um de nós
Mais
uma vez, obrigado por compartilhar conosco
Alguns
momentos de sua existência tão gentil e doce
Por
isso, lhe somos gratos e muito nos orgulhamos
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
O segredo
Ah, o Amor. Esse
indecifrável ser, essa endiabrada criatura que nos toma pelos pés, pelos beijos
e pelos abraços. Esse estranho no ninho sempre a nos empurrar para o
descaminho, para o colo que jamais deveria ser hospedeiro de mais puro e
abstrato sentimento. O Amor, esse louco inveterado a quebrar as vidraças e
atravessar as paredes da nossa indiferença. Como quem não quer nada, lá está
Ele, do alto nosso miocárdio, direcionando nosso ajuste emocional. Aí se
explica a razão de tanta irracionalidade. Por que ele? Justo essa menina? Não
pode ser. Mas é. (In)felizmente o Amor não se explica e não é explicável. Ele
faz aquilo que quer e pronto, sem mais conversa. Por isso, a melhor forma de
lidar com Ele não é enfrentá-lo, mas sim aceitá-lo. Um pouco de ingenuidade
disfarçada não faz mal. Deixar o Amor comandar como se não houvesse resistência
é a melhor forma de distraí-lo antes do bote derradeiro. O Amor não sabe disso
(e espero que Ele não me leia), mas é possível fazer o jogo dEle, é possível
ser a criança mimada dessa brincadeira de cartas marcadas. O segredo? Basta
jogar, se jogar de cabeça e lembrar que não existem regras que não podem ser
burladas. O Amor pode tudo, mas nós também podemos. Para tal, basta entrarmos
em campo desarmados daqueles nossos preconceitos de sempre. A fórmula mágica
para vencer o Amor é essa: amar de verdade e nos entregar sem medo às surpresas
que nossas vidinhas nos reservam. E então, vamos tentar ou ficar esperando a próxima
tirania desse irresponsável de asas?
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Apocalipse
A sensação é de que houve um apocalipse. Só vejo ruas
destruídas, prédios desmoronados e corações despedaçados. Como quem não entende
onde se meteu, me pego com as mãos ensanguentadas e com a poeira cobrindo meu
rosto. São os sinais de culpa, de autoria criminal. Mesmo sem compreender, fiz
parte de todo esse processo destrutivo, de toda essa corrupção emocional. Fui inconsequente,
deixei o arroubo de um momento transformar toda minha obra em ruínas
existenciais. Tudo por que lutei exterminado por meus próprios dedos, como se
eu fosse um louco que rasga dinheiro e quebra cristais. No reflexo de um
espelho, só vejo vergonha e vazio, sentimentos esses que nem de longe me
acompanhavam em outras eras do meu passado. Talvez eu seja apenas o esboço, o
rascunho mal feito de algo de que tanto me orgulhava. Agora, me sobram os
restos e as raspas, os pedaços desmembrados daquilo que foi outrora tão límpido
e invejável. As lágrimas não mais adiantam, o arrependimento não mais comove.
Apenas revelam a tristeza por trás de quem escolheu a autossabotagem como
destino de seus próprios desatinos. É a hora de se levantar e de começar a
reconstrução, isso não sem antes colher as lições da amargura e os aprendizados
do descaminho. O recomeço vem do reconhecimento do erro, do reexame de tudo que
foi sacrificado. Não é possível marchar para frente sem observar a rastro de
enxofre que ficou no horizonte. Para acertar, é preciso antes parar de errar.
Tão fácil na teoria e tão dificultoso na prática do dia real. Mas que assim
seja então: um acerto por turno, um infortúnio que não se completa. É desse
modo, peça por peça, que grandes feitos são erigidos. Vamos, então, começar e
não mais tardar. A vida segue, seja como pesadelo recordado, seja como jornada
de trabalho aproveitado. A escolha é de cada um.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Contradança
Você
me tocou no fogo
Incendiou
meus desejos
Fez
de mim tabuleiro de jogo
Agora
só quero seus beijos
E
sonhar com seu louco despertar
Para
assim também eu enlouquecer, acordar
Estar
entre suas pernas escondido
Estar
entre seus lábios seduzido
Que
diria o poeta nessa hora?
O
que o último romântico bate à porta?
Não
sei mais o que dizer, o que falar
Não
há fórmula mágica para solucionar
E
agora? Que me digo, que me dói?
Nada
mais por dentro me corrói
Do
que amar sem ser correspondido
Do
que sofrer sem ser percebido
Me
abraça, me sufoca, me alcança
De
você mereço nem que seja a contradança
Então
venha, baila comigo, me gira sob o luar
Talvez
seja a última chance de, enfim, você me amar
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Triunfo amargo
A pergunta que fica
no final de tudo é sempre a mesma: valeu mesmo a pena? Valeu a pena passar por cima de suas
convicções, de seus valores e de seus limites para chegar ao topo? Será que aí
de cima a visão é tão sublime quanto parecia? Será que durante a jornada você
não deixou nada para trás? Será que nessa subida tão íngreme e intensa você se
lembrou de oferecer suas mãos para quem poderia ter lhe acompanhado? Diga, com
sinceridade, mesmo vitorioso, você não sente falta de ninguém nem de nada? Será
que não se sente um pouco só? Ou será que já chegou aquela sensação de vazio,
aquela falta de algo que não se sabe bem o que é? Eu lhe explico, essa é a
sensação que todos temos quando desejamos muito algo e abrimos mão de sermos
quem somos para chegarmos lá. Em outras palavras, você chegou aonde queria, mas
largou para trás sua alma, sua essência. Aí, lhe pergunto: valeu mesmo a pena?
Sua felicidade, aí nas alturas, é mesmo completa, integral, irretocável? Até
mesmo quando se vence, pode se perder. É o triunfo amargo, quando o êxito não
chega emoldurado pela sensação de dever cumprido. Eu garanto: isso vai lhe
roubar muitas noites de sono. O arrependimento vai se acumular por baixo de
seus pensamentos, como se fosse poeira. E aí você vai entender de uma vez por
todas: o sucesso não vai trazer a tão almejada paz de espírito, ele será apenas
o começo de uma nova jornada. Jornada essa bem mais complicada e complexa,
porque será a jornada do reencontro com aquilo que se perdeu em algum ponto do
caminho. E então? Valeu mesmo a pena?
Assinar:
Postagens (Atom)





