Esse blog é uma gota de meu sangue, um plasma de meus sentimentos. Poesia, humor, política, dor, frustrações. É um espaço onde sou o que deveria ser ou o que nunca fui. É um lugar onde sou um personagem e uma entidade em vida. Sou um rio e também as pedras. A angústia perdida ou um sorriso espontâneo. Sou eu em múltiplas formas ou em forma alguma.
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sábado, 18 de maio de 2024
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
Labirinto
Feliz pra caralho...
Intenso pra caralho...
Bem resolvido pra caralho...
Claro, isso não significa
Que tudo mudou,
Que os problemas sumiram
É justamente o contrário
Tudo se tornou ainda maior
Ainda mais complexo
Ainda mais desafiador
O lance, na verdade
É que as misérias
E as maldades
Me fortaleceram
Me nutriram
Me deixaram mais forte
Um pouco mais fodão
Então, bora pra luta
Quem vive na pandemia
E quem sobrevivie a esse (des)governo
Já ganhou a luta contra a seleção natural
Darwin deve estar perplexo
Porque se antes éramos fracos
Agora somos o pináculo da espécie
Claro que alguns estão mais acima do que outros
Mas, no fim, o que aprendemos
É que, nessa merda toda
Só temos uma escolha
A de sermos forte
E de seguirmos o Conhecimento
Todo o resto é apenas... resto
Então, bora vacinar, usar máscara
E sacar que 2022 continua igual a 2021
Ou seja, quem se cuida segue em frente
E quem se descuida vai ao acaso
Do grande labirinto biológico
Ao qual nós vacilantemente nos prendemos
domingo, 10 de outubro de 2021
Matriz
Esse
lugar é aquele
Em
que tudo começou
Foi
onde o Péricles versou
Onde
o poeta se declarou
Para
seus amores e detratores
Foi
onde o Padre fundador
Com
o Inconfidente-mor se encontrou
Foi
onde a história de Minas se transformou
Onde
Aleijadinho deixou um grande primor
Foi
onde Lola declarou em vida regrada
Seu
profundo Amor pelo Sagrado Coração
O
coração de Jesus Cristo, nosso salvador
Lugar
de orações e de recordações
Lugar
de amar e também de dedicar
A
terra sagrada que revelou a raiz
Que
se fez da Zona da Mata matriz
Enfim,
a terra antes dos índios
E
agora de todos nós
A
terra que faz de nossas Minas Gerais
Um
lugar muito melhor e mais feliz
Um
lugar onde todos se encontram
E
se identificam com seu genuíno verniz
Fuga
Te
amar foi meu pior erro
E,
ao mesmo tempo, meu maior acerto
Você
foi meu sol, minha lua
Meu
dia de praia, e também a penumbra
Você
foi a felicidade certa
Meu
sentimento em linha reta
Mas
eu perdi tudo, estou de luto
Eu
queria lutar, mas não sei como
Os
dias passam e eu te perco
Mas
também perco tudo o que me definia
Meus
amigos, meus princípios
Meu
trabalho, meus indícios
De
mim só sei que sobrou a tristeza
E
também a coragem pra recomeçar
Pra
dar minha cara a tapa
Pra
encarar todos de novo nos olhos
Sem
medo, sem pedir piedade
Com
a convicção total e plena
De
que valho mais do que meus desvios
De
que ainda conheço o bom caminho
E,
assim, por todos aqueles
Que
em mim acreditam
Vou
roendo ossos, roendo espinhos
Porque
eu muito sei e acredito
Que
minha história, meu destino
Ainda
terão o desfecho merecido
Onde
eu me recupero
E
a felicidade fugida
Eu
espero poder, enfim, encontrar
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
Atrever a treva
Aquela
Luz que brilha e seduz
A
Luz que traz a inspiração divina
Que
evoca Jah e também Jesus Cristo
A
luz que é carne e também espírito
Liberdade
e consciência
Só
assim vamos viver além da aparência
Precisamos
de uma nova tendência
De
uma nova experiência
Precisamos
ser luz
Mas
também fazer jus
Ao
que traz esperança
E
reflexão
Somos
a verve e a voz de uma nova era
Temos
imensa coragem
Por
sermos diferentes
Por
sermos inéditos
Um
novo filme se inicia
Acomodem-se
nas poltronas
E
apreciem esse espetáculo único
Não
é todo dia
Que
a luz se atreve a enfrentar a treva
Marcha da Vitória
Sentimos tanto medo desses dias obscuros que nos esquecemos de sermos felizes. Ficamos tão preocupados em sobreviver que ocultamos que tínhamos uma vida com amores. Agora que a escuridão se afasta, ainda que aos poucos, devemos nos atentar para o fato de que muito ficou para trás. Amigos, família, projetos, estudos e empreendimentos que foram tão negligenciados. Agora não mais. Mesmo que com precaução, devemos retomar o que tínhamos em mente e em coração. Devemos tirar do lápis e colocar no aplicativo tudo o que tínhamos preparado. Deixar nossos sonhos para trás é como declarar na tribuna que a pandemia venceu. E ela não pode vencer, ela não pode sufocar nossos sonhos nem retardar o amanhã. Desistir do que preparamos não é só escrever que o mal venceu, é também cuspir no esquife daqueles que se sacrificaram para que, nós, como humanidade, pudéssemos continuar. Então, não pisque, não hesite; apenas faça, se não devemos isso a nós mesmos, ao menos, devemos por aqueles que ficaram pelo caminho e nos revelaram a marcha da Vitória.
Tatuagem
Nossa relação foi intensa, vívida, visceral
Marcou não só a pele, mas também o lado espiritual
Foram anos respirando seu corpo e seus hábitos
Foi como fundir o ferro com os grãos áridos
Foi como respirar por baixo das águas
Foi como sobreviver por entre as bombas e pólvoras
Mas cá estamos, sãos e salvos
Levando nossas vidas, subvertendo o caos
Mas o verdadeiro caos não desapareceu
Ele ainda respira, em nossos peitos habita
Mas que mal há nisso?
Somos assim, produtos de nossas escolhas
Filhos de nossas próprias misérias
E, seja como for, entre dores e infinitos
Sempre carregaremos as mágoas mútuas
Como feridas de guerra
Como tatuagens de um passado não tão resolvido
Porque passaremos ainda pelas vidas um do outro
Seremos filtrados e coados como fruto indesejado
Mas, nem mesmo assim, seremos esquecidos
Porque tatuagens não podem ser totalmente apagadas
E amores verdadeiros também não podem ser ignorados
O que podemos conseguir é a convivência
Com nossas feridas e demônios mais profundos
Não é fácil, mas é possível
A receita é seguir em frente e largar o ódio
É não ter obsessão e impulsos de vingança
Quando nós esquecemos é que nos libertamos
Podendo, assim, marchar para um novo caminho
Um novo Destino em que poderemos novamente amar
Mas sem esquecer que os amores antigos
Ainda estarão ali como lembrança, como tatuagem
Mas nunca como a sentença que definirá a sombra do porvir





