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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Amizade possível?


Muito já discutiu nas rodinhas de café e nas mesas de boteco sobre a amizade entre homens e mulheres. Será mesmo que rola essa amizade sincera e sem interesses sexuais entre os caras e as garotas?
Bom, o primeiro ponto que vale ressaltar é que pode haver sim amizade entre homens e mulheres, mesmo que exista lá no fundo a esperança de algo a mais. Não faz mal achar uma amiga bonita e pensar que um dia poderia rolar algo, se os dois assim desejarem. Duas pessoas não vão para cama porque são amigas, mas, por serem amigas, isso não quer dizer também que nunca vá rolar. É uma questão de interesses comuns em momentos coincidentes.
Por uma perspectiva masculina, me arrisco a dizer que os homens, todos eles, carimbam as amigas. Carimbam como? Com aquele invisível, mas existente selo de pegabilidade. Em outras palavras, os caras rotulam as amigas entre aquelas que ele pegaria e as que ele não pegaria.
Tudo bem, é normal isso da parte masculina (na qual me incluo). Não significa que um rapaz fica às escondidas babando pelas amigas que conquistou. Não é assim que funciona. Amiga é amiga, mas, um dia, quem sabe, com os dois carentes em uma mesma época, role algo? É assim que pensamos, na segura e infalível nuvem de possibilidades.
Outro ponto importante é que os homens, falo sério, respeitam muito essa linha limítrofe entre a amizade e a pegação. Um cara que tenta avançar o sinal com uma amiga sabe muito bem que não vai mais tê-la como amiga, independentemente do que aconteça. Se rolar, vira rolo ou amizade colorida (que de amizade mesmo não tem nada); se não rolar, vira frustração, pois a menina vai pensar que o rapaz não sabe a diferença entre ser gentil e dar mole, enquanto ele vai se sentir feio e/ou rejeitado.
Como vocês podem perceber, é complicado misturar amizades e sentimentos. Meninas e rapazes podem ser amigos até que role algo, depois disso a coisa se confunde e vira uma geleia imperscrutável. Portanto, meninas, antes de dar mole para um amigo em um arroubo de carência, pensem bem se vale a pena tê-lo como amante, pois ele nunca mais vai conseguir enxergá-las apenas como coleguinhas. Rapaziada, conecte o cérebro na tomada antes de cair matando nas amigas porque há o risco de ficar no vácuo e com uma indelével fama de sem noção.
Então, façam as contas e vejam o que vale mais a pena: um(a) amigo(a) ou um(a) peguete? Sei que essa aritmética vai variar muito de pessoa para pessoa, dependo ainda da circunstância e do(a) amigo(a) em questão, mas é um cálculo obrigatório no delicado mundo das costuras sociais. 

OBS: Segue abaixo a trilha sonora desse texto.



terça-feira, 26 de junho de 2012

Roupa de fora e barulho por nada


Eu confesso: ainda não entendi como tirar a roupa pode ser uma forma de protesto com efeitos práticos. Não que isso ainda não choque alguns setores mais conservadores de nossa contraditória e confusa sociedade, mas ficar pelado, hoje, é algo que se tornou corriqueiro.

As pessoas próprias se fotografam nuas, com a ajuda, claro, de espelhos e de uma câmera digital e depois postam o resultado em redes sociais ou sites de acesso restrito. Também não é mentira que os cidadãos modernos tiram a roupa e se masturbam para desconhecidos em frente a webcams.

Dessa maneira, como tirar a roupa gera reflexão e espanto? Um agrupamento de mulheres peladas nas ruas é curioso, mas não assustador. A nudez é fonte de renda extra para panicats, fazendeiras e BBB´s. A nudez gratuita transforma cérebros atrofiados em celebridades de última hora, então, como promover transformação de pensamentos através do ato de tirar a roupa? Juro que não entendo. Hoje, infelizmente, a nudez pública não tem mais o simbolismo da queima de sutiãs nos anos 70. A revolução feminista, no fundo, já passou. Daqui para frente é cada uma com sua fruta e olhe lá.

Uma mocinha de um dos protestos, em entrevista para uma emissora de TV, disse que não quer ser vista como um “pedaço de carne”. Não, querida, você não é um “pedaço de carne”, todos nós o somos. Antes, o que era um direito exclusivo das mulheres, se transformou em uma maldição de toda a sociedade. Ou seja, homens, mulheres, gays, travestis, crianças e velhos: todos somos agora suculentos bifes acebolados em cartaz em uma webcam ou perfil de rede social qualquer.

No entanto, deixo claro que entendo o propósito do ato e sua intenção de “causar”, mas acho que os resultados são de uma nulidade retumbante. Infelizmente, mulheres nuas em marcha atraem mais os tarados do que os pensadores, atraem mais o sensacionalistas do que os reformadores. Então, só me resta dizer que, por hora, o movimento das peladonas fracassou flagrantemente, mas fico na torcida para que ele se reinvente e prepare uma nova ofensiva, pois nossas cabeças vazias doutrinadas pela TV andam mesmo precisando de uma boa chacoalhada para ver se os neurônios voltam a funcionar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Assanhada ou safada?

Quem nunca conheceu uma menina que era cheia de marra, que prometia mundos e fundos entre quatro paredes, mas que, na hora H e no ponto G, acabou se provando uma fraude? Pois é, amigos. Todos nós já provamos desse veneno.


No entanto, quem também nunca se deparou com aquela garota com cara e discurso de santinha, revelando-se um furacão na intimidade dos prazeres? É uma surpresa muito boa quando isso acontece, não é mesmo?


O problema é que esse comportamento das garotas, repleto de reviravoltas, confunde a lógica masculina. Homem é tão simples: sim é sim, não é não e talvez é um meio termo entre afirmação e negação. Já para as mulheres, dependendo do dia, de quem e da TPM, pode ser que sim seja sim, que sim seja talvez, que sim seja não, que não seja sim, que não seja talvez, que não seja não mesmo, que talvez seja sim, que talvez seja talvez propriamente dito e que talvez seja um agudo e sonoro não.


É muito difícil entender essas doces criaturas. Elas bem que poderiam vir com manual de instruções ou algo do tipo. 


Tudo bem, amigos. Estou aqui para ajudar. Embora não devesse, vou contar um pequeno segredo sobre elas. Mulheres, ao contrário dos homens, não são todas iguais.


Existe, só para começo de conversa, a singela e cafajeste distinção entre mulher assanhada e mulher safada. Claro que existem outras. Por exemplo, diferença entre mulher arrumada e desarrumada (sim, girls, homens não veem as mulheres como bonitas ou feias, eles as veem como “pegáveis” e “não pegáveis”, mudando a classificação de acordo com o avanço ou a regressão do potencial de embarangento de cada uma. Isso vai ser detalhado com mais profundidade em um futuro texto).


Bom, mas vamos nos limitar às assanhadas e às safadas. Por enquanto, é isso que nos interessa. Dando olhada lá nos dois primeiros parágrafos vocês podem perceber a diferença. A assanhada é a do primeiro parágrafo, é a famosa propaganda enganosa, pois promete muito e, na hora de entregar o produto, cadê a qualidade? PROCON nelas. No segundo parágrafo, está a safada. Muito bom, pois parece aquele produto de quinta que se compra na promoção ou queima de estoque que acaba se mostrando surpreendente no teste de consumo. São essas que seguram o cliente e promovem a fidelização à marca.


Vejam que essa separação entre safadas e assanhadas não é tão radical, pois essas categorias não são excludentes entre si. Isso significa que uma garota pode ser safada e assanha ao mesmo tempo (pacote trend completo). São essas as famosas “ladras” de namorados e maridos alheios, pois, como são boas de serviço, acabam ganhando a preferência do mercado.


Querem uma prova? Olhem a história da Bruna Surfistinha. O que levaria um cara a trocar um casamento estável e bem sucedido por uma prostituta de luxo? Bingo, o extreme combo (assanhada + safada + bissexual, nas palavras da própria aventureira das ondas sexuais).


Então, se pudéssemos colocar as garotas em uma escala de preferência, seria algo mais ou menos assim: Assanhadas-safadas (campeãs de votos), só safadas (honrosa segunda colocação) e só assanhadas (lanterninhas do ranking, com direito a vaias da arquibancada).


Agora que conhecemos melhor as mulheres, mãos à obra. É fácil como dois mais dois: fujam das assanhadas (quando a esmola é milionária, o santo tem de abrir olho), provoquem e incitem as safadas (mulher quando é muito inibida e inexperiente, só precisa de um empurrãozinho para sair do ponto morto) e valorizem cada momento com as assanhadas-safadas (afinal, são elas que garantem a goleada do time da casa e rendem aquelas historinhas de mesa de bar tão amadas por nós, gorilas e ogros de plantão).