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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dar um tempo


Dar um "tempo" no namoro ou no casamento, hoje, virou sinônimo de algo brega, demodé. Pode até ser, mas eu continuo achando que o "tempo" é válido e pode salvar relacionamentos bacanas que passam por uma turbulência.

Dar um "tempo", por definição, é um comum acordo em que o casal deixa de se encontrar constantemente para refletir sobre os gargalos da vida e do relacionamento. É um tempo para refletir, achar soluções, desencanar dos problemas. Muitas vezes, um ar fresco emocional ajuda o casal a encontrar o distúrbio e se unir para equacioná-lo.

O problema, na minha opinião, é que as pessoas passaram a confundir dar um "tempo" com "vale night". Usaram um recurso interessante e útil para fazer bagunça e ir à forra. Quem está dando um "tempo" não está solteiro nem desimpedido, não pode sair pegando todos(as) como se o mundo fosse acabar amanhã. Dar "tempo" também não significa que a pessoa pode sair sem avisar, viajar mundo afora sem dar satisfação ao namorado(a).

Então, o "tempo" no amor, no namoro ou no casamento não morreu nem acabou. É algo que continua existindo, que continua sendo usado. Mesmo que as pessoas não admitam, mas elas ainda lançam mão desse expediente para salvar um relacionamento ferido. E não há nada de errado, não há porque se envergonhar. Se você ama uma pessoa, mas as coisas não andam bem entre vocês, essa é uma possibilidade válida.


Se o "tempo" não for utilizado para algo construtivo, se não salvar o relacionamento, tudo bem. Isso só vai confirmar que não havia mais como contornar o problema. Vai abreviar a sobrevida de uma relação moribunda e sem futuro. Além disso, dar "tempo" e levar esse "tempo" a sério é uma prova de amor, de maturidade. Quem sobrevive a isso, com certeza, demonstra que está preparado para caminhar junto com quem ama, para enfrentar os duros obstáculos de uma vida a quatro mãos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não existem distâncias



Antes de morrer, Chorão, o cara e a cara do Charlie Brown Jr, deixou uma letra intitulada “Meu Novo Mundo”. Muita gente enxergou um quê de profético nos versos, como se o vocalista já soubesse que algo ira lhe acontecer.

Vale a pena checar como a música começa:
“Como se o silêncio dissesse tudo
Um sentimento bom que me leva pra outro mundo
A vontade de te ver já é maior que tudo
Não existem distâncias no meu novo mundo...”

Adiante, temos a seguinte lírica:
“... Fiz essa canção pra dizer algumas coisas
Cuidado com o destino
Ele brinca com as pessoas
Tipo uma foto com sorriso inocente
Mas a vida tinha um plano e separou a gente...”

Para quem quiser conferir a música e a letra completas => http://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr/meu-novo-mundo.html

Bom, apesar dos arrepios que nos dá comparar a música aos fatos, talvez dê para enxergar de outra forma. Chorão diz que “não existem distâncias no meu novo mundo” e, para ser sincero, não existem mesmo. Mas falar de um novo mundo não é necessariamente falar de morte. Podemos mudar nosso mundo e continuar respirando. Podemos mudar nossas vidas, derrubar as barreiras e dar um olé no Destino. Basta confiar e querer mudar.

Aliás, foi esse o recado que Chorão quis passar. Presentear-nos com fé no amor e fé na vida, tanto que a música expressa em uma de suas passagens: “Eu sei que ainda estamos muito longe do fim”.

O fim realmente tem de estar longe. Não devemos nos fiar e nos fixar na ideia de morte. O que nos movimenta é a vida e a crença de continuar vivendo. Então, não tenhamos medo. Vamos continuar fazendo coisas bacanas em nossas vidas, transformando esses versos lindos do Chorão em atitudes construtivas e positivas.

Essa é a mensagem. “Estamos muito longe do fim”, isso vale, inclusive, para nosso querido poeta do asfalto; então sigamos em frente, com amor no coração, fé na vida e muito trabalho pela frente.  Afinal, temos ainda que derrubar as barricadas de nossos velhos mundos.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Distâncias e reflexões



         Eu tenho medo de ir mais longe porque a distância me assusta. O que haverá além do horizonte, que canções o mar me cantará depois do infinito? Eu não sei e temo. Temo porque não conheço, temo porque amo a quem fica. Não consigo ir sem olhar para trás.

         Meu coração me ancora e me apavora. Fico trêmulo pelo calafrio de poder nunca mais voltar, nunca mais rever minhas origens e replantar minhas raízes.

         Que coisa esse medo. Colombo não o teve assim como Da Vinci. Sou realmente desse jeito: medroso, cagão e provinciano. Acho a distância perigosa, dangerosa. Meu Dumont perde com força para meu Drummond. Esqueço que tenho asas e, se lembro, entro em pânico por usá-las.

         É besta ser assim, mas não tenho vergonha. Vou ser assim para sempre. E se não houver o sempre? E se tudo for só uma questão de por enquanto? E se música parar porque há sim um final definitivo nos esperando?

         Ah, quer saber? Chega de ser gauche, chega de ser ghost. Eu vou arriscar tudo, apostar alto. Minhas fichas estão na mesa e minha bagagem à mão. Só não abro mão de levar quem eu amo para esse longe que tanto me acossa e assusta. A distância deve ser um anjinho de chifres ou uma diabinha com cara de santa.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Amar é despencar



Amo meu amor e tenho um amor para amar nessa vida. Vida cheia de amores, amores da vida são tantos e tanto nos ensinam que, quando o amor da vida chega, logo reconhecemos e seguramos para nunca mais perder de vista. Porém, na vida nem tudo é e vem sempre do jeito que queremos. Às vezes, amar é mar e sal, é um exercício de ardor e paixão, de prática e esfoliação, de fricção rumo à perfeição. Amar pode ser navegar rumo a um porto seguro ou a uma ilha deserta, pode ser singrar as ondas para ancorar junto ao litoral. Pode ser tudo, pode ser mais do que tudo. Amar é viver em queda livre, é confiar que alguém lá embaixo vai nos segurar, colocar na cama e fazer carinho. Amar é acreditar no impossível, é buscar um sorriso no recôncavo do espírito, é acreditar na surpresa e no infinito, é lançar as redes e içar um elo perdido. É um encontro, reencontro, consigo, com o futuro, com o Destino. É despencar e flutuar em um mesmo sentido. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Para(béns), meu amor!!!


Hoje é seu dia, Amor. Dia de lembrarmos de você, de lembrarmos o quanto a Fê é especial e querida.
Todos os dias, penso em você, todos os dias, quero você. Hoje não é diferente. É apenas mais especial e mais intenso.
Hoje é um dia em que penso o quanto e como estamos juntos. Tanto tempo, tanta luta, tantas alegrias. E saber que ainda temos muito mais pela frente.
Hoje é seu dia, mas o presente é meu. Afinal, você é meu sorriso e encantamento. A pessoa que traz alegria até quando algo me entristece.
Com você não tem tempo perdido nem tempo desfeito. Com você, todo tempo é válido e infinito. Tudo é pleno e faz todo sentido.
Podemos ter um cachorro ou um nenê. Um apartamento ou um sonho de vida. Podemos ter tudo porque somos tudo de que precisamos.
Quero um pouquinho de você, por agora e para sempre. Quero um pedacinho desse sorriso que sei que é só meu.
Quero minha Fê, minha fé e essa sinergia. Não tenho pressa, mas com você quero ir logo só pra poder começar tudo de novo.
É simples e difícil, gostoso e complicado. É um pouquinho de cada um que carregamos nesses corações onde não cabe o vazio.
Somos tão Fê e tão Dan. Somos uma fatia de algo que é e sempre será muito bom.
Te amo, Fê. No seu dia, nosso dia, sei que é muito especial ter você em meus dias e fantasias. E só posso agradecer e querer ainda mais essa doce melodia em nossas noites de amor sem igual.
  Do seu Dan!!!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Na atividade, no amor



Eu penso e faço
As coisas importantes da vida
Estão do lado de dentro da ferida
Faça sol, faça chuva
A gente não se entrega , não se rende
Na porrada e na ternura
A ordem é seguir sempre na luta
Acreditando na gente, no amor
No amanhã que se transforma no hoje

Não tô nem aí, não ligo pra nada
Com você por perto, meu limite é incerto
Confesso que às vezes tenho medo
Aí penso em você e meto o pé
Na porta, na insegurança e no mal
A conquista é a liberdade
Que vem com a cara queimada
Nada vem de graça, nada é fumaça
Se a gente não der o soco, não tem troco

Então, vamo que vamo
Colocando potência na sola da alma,
Viajando pelas esquinas da vida
Guerreiro que é guerreiro
Bate geral e não dá mole
Só com você é que amoleço
E me entrego a algo que eu mereço

Vamo que vamo
No amor e na encrenca
Metendo a peia sem dó
Fazendo a intolerância virar pó
E acreditando que a gente vai
Deixar pro moleque um mundo melhor
Com guerras e glórias a remar
Onde a terra vira mar
E o mar, verdadeiro amor


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Nosso show


Te pego na escola e saímos pra dar uma volta. Compramos um livro, tomamos sorvete. Provoco seus olhos e pego suas mãos. Molho teus lábios, encho tua bola com todo meu amor.
A noite promete. Baile legal, gente bacana. Te levo pra festa, a gente curti, a gente bebe e a gente dança. Te arrasto pro quarto e lá testo teu sexo com ar de professor.
Te vejo mil vezes em um segundo. Não pisco, acordo sem ter dormido. Não resisto. Te faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom.
Encontro uma amiga, a gente sai e se diverte. É muito gostoso, mas bem diferente. Não é com você, não é tudo aquilo. Se te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão. Escrevo poemas, canto sozinho, saio escondido. Faz parte do meu show, meu amor.
Perdido no teu quarto, no edredom dos meus sentimentos, confundo as tuas coxas com as de outras moças, te mostro toda a dor.
Não uso camisinha, não esquento a cabeça. Te faço um filho, você se desdobra entre livros e fraldas. Te dou outra vida, uma mais bonita, pra te mostrar quem sou.
Vago na lua deserta, entre planetas e naves, entre sonhos e amores. Das pedras do Arpoador faço ruínas e reconstruo um coração.
Digo alô ao inimigo e pago a ligação. Encontro um abrigo, depois das pontes e palácios, no peito do meu traidor. Faz parte do meu show, meu amor.
Invento desculpas, nossa vida é uma rachadura. Provoco uma briga, convoco uma amiga da solidão. Digo que não estou, pra dizer que não tem show. Vivo num clip sem nexo, MTV sem sexo, pátria sem progresso, meu pierrot retrocesso, uma bossa nova no meio do meu rock´n roll. Faz parte do meu show, meu amor.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Baixa paixão


Com o baixo no colo, ele disparou alguns acordes e moveu a cabeça bem lentamente, extasiado pela música que ouvia mais em seus pensamentos do que em seu quarto. Suzana apenas olhou um tanto entediada, pois já havia assistido àquela cena exaustivamente. Era como estar em um show de mágica pela enésima vez consecutiva.

- Bem, vamos sair deste quarto. Lá fora tem muita coisa legal rolando.

Ele a olhou com um rancor que parecia moldar uma máscara pavorosa em seu rosto. Se fosse um cão, rosnaria como se alguém tentasse tirar-lhe a comida.

- Sabe que você é muito mal humorado para quem se diz músico? Além disso, faz tanto tempo que isso não te dá dinheiro. Nunca pensou em deixar de lado, tentar outra coisa?

Aquelas palavras torturavam o coração do rapaz. A música em sua vida era uma combinação de furiosa paixão e prazer. Tocava aquele instrumento como quem toma a amada nos braços e a traz para um valsar emoldurado por uma noite de lua cintilante e refrescado orvalho. Era algo de imenso bucolismo, uma preciosidade que jamais deveria ser profanada por palavras tão cruas.

- Suzana, - disse ele passando a mão pelo rosto como quem procura o fiapo de uma já inexistente paciência - é mais fácil largar você do que a minha arte. Então, cuidado com o que deseja. Quanto ao mundo lá fora, eu posso dizer que estou bem aqui. Se quiser ir, vá. A porta não tá trancada.  

A namorada rebaixou o olhar. Era difícil entrar na concha do rapaz. Ele se fechava ainda mais com o acúmulo de fracassos e frustrações. Parecia ter pedras e paus nas mãos para cada crítica realista ou construtiva.

- É difícil desse jeito, sabia? Você sempre vem com tudo quando a gente tenta dizer alguma coisa. A vida é complicada, mas tem que enfrentar. Não dá pra ficar o tempo todo na defensiva, como se tudo estivesse bem lá fora.

- Esse é o seu problema. Você esquenta demais a cabeça com o “lá fora”. Com a mão pousada sobre o peito, concluiu: - O que se passa aqui dentro é muito mais importante. A nossa vida se resolve é desse lado.

Exasperada, ela rebateu: - A vida se resolve é de todos os lados. Você acha que vai conseguir ficar pra sempre na sua bolha de indiferença? Acorda, tá? Não dá pra ficar pra sempre abraçado com esse violãozinho.

Foi preciso que o rapaz contasse até 20 para não explodir em um arroubo de impropérios e ofensas: - Não é violãozinho, é um baixo. E não é um baixo qualquer. O nome dele é Kevin e é assim que você deve chamar. Eu não chamo o seu vira-lata de cachorro, eu chamo pelo nome que você deu a ele.

Suzana não aguentou: - Vai tomar no cu, seu filho da puta adolescente. Você não pode comparar o Steve, que é um ser vivo, com uma porcaria de instrumento. Essa merda você pode quebrar, jogar fora e pegar um novo depois. Quer saber? Vê se cresce, Peter Pan. Quando fizer 18 anos, aí você me liga de novo, tá? Em seguida, ela saiu acompanhada de uma violenta batida de porta.

O rapaz balançou a cabeça de maneira negativa e voltou-se ao baixo, apertando o instrumento contra o peito ainda mais forte. Os olhos se fecharam por completo e os dedos deslizaram pelas cordas, fazendo nascer um som gutural e arraigado. Era como um grito que une voz e melodia de uma maneira que só a genialidade da emoção é capaz produzir.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

É preciso amar

                                                                          Foto: Reuters


Essa imagem, impactante e poética, foi umas das fotos registradas na esteira de um ataque terrorista ocorrido em um shopping canadense, no último sábado (dia 2). Uma garota, assustada e frágil, é amparada e protegida por um rapaz forte e robusto.


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/06/homem-abre-fogo-em-shopping-no-canada-e-deixa-um-morto.html. 

Parece até imagem de filme ou novela. Mas não é. É vida real, vida vivida por pessoas de verdade, com seus traumas e dramas, com dores e horrores. Nada aí é encenado ou simulado, não existe roteiro ou direção. A única voz no comando dos trabalhos é o Destino.
Vendo e revendo essa reprodução, penso que medida se toma quando nos deparamos com alguém debilitado. Claro que se for uma garota bonitinha ou se alguém estiver filmando, estaremos todos solidários e solícitos, cheios de amor e conforto para dar.
Aí voltamos à questão da vida real. Na vida real, não existem câmeras para todo o lado, não existe somente menina bonitinha. Então, o que fazer? Sei que muitos, diante do interlocutor alquebrado, logo se põem a condená-lo com um dos indicadores, enumerando suas falhas e equívocos, sentenciando-o por tudo de ruim que lhe acontece.
Pois bem, é nessa hora, justamente nessa hora, que devemos pensar nas câmeras e nas moças bonitas. Por que não tratar todos dessa maneira cavalheiresca, será que só as lentes e a beleza tornam alguém digno de amparo? Acho que como humanos podemos ser mais nobres e humildes do que isso, não é? Ou não significa nada cantarolar “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”?
Isso é muito mais do que um verso, é muito mais do que nosso egoísmo pode alcançar. Portanto, sejamos poetas também nas ações e façamos o que o sacerdote urbano nos legou. Vamos fazer amor e amar as pessoas. Vamos superar o terror e a dor com amizade e destemor. As pessoas morrem, mas as lições, as poesias e as fotos ficam para sempre.
Se vocês querem ainda uma prova de que não há amanhã, fica para reflexão esse lindo discurso sobre o significado e a efemeridade da vida.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A quem interessar

Destinatário: A quem interessa
Remetente: Daniel Macário de Oliveira




 Tenho nome e sobrenome. Nasci e me criei nas ruas e nos desencontros de Juiz de Fora. Valores pessoais e intransferíveis como honra, gratidão, esforço, mérito e amor são o meu motor, a justificativa única de todas as minhas atitudes.

Não me envergonho do que fiz, mas do que não fiz. Intimidações não funcionam porque a vida me ensinou a lutar, a cair e levantar, a dar cara a bater em todas as horas. Dessa maneira, nada temo, a não ser a Justiça Divina.


Os tropeços me ensinam onde posso e onde não posso me escorar. Serei eternamente grato às mãos que se estenderam em meu apoio. Jamais seria capaz de participar de complôs ou de esquemas criminosos baseados no anonimato covarde e descaracterizado. Não foi assim que me construí e não será essa a minha reputação. Afirmações em contrário são mentirosas e produtos da mais hedionda falta de conhecimento sobre minha personalidade.


Não foi essa a escola em que me graduei. Eu e os meus partilhamos de valores que a bajulação e o puxa-saquismo gratuito não são capazes de alcançar. Valorizamos o mérito impessoal, a promoção por serviço prestado e missão cumprida. Só assim se conquista nosso respeito.


Somos incapazes mesmo de compreender quais atalhos levam quem não merece a destinos tão elevados. Não importa. Dizem na popular sabedoria que “quanto mais alto, maior o tombo (sic)”. Não torcemos pelo tombo, mas entendemos que ele é, às vezes, inevitável e doloroso.


Vivendo em uma sociedade que preconiza a democracia e o pluralismo, aprendemos a valorizar a consciência e o respeito à opinião alheia. Entendemos que certas palavras são fruto da saudável cultura brasileira que privilegia a interação lúdica e harmoniosa, que privilegia o ambiente de camaradagem e o exercício de autoconhecimento através do que os outros dizem sobre nós de maneira informal e sem rodeios.


Não entendem tal situação aqueles que estão mal acostumados a subserviência, a uma ditadura de vaidades que não encontra resistência pela imposição de medos contextuais. No entanto, nada durará para sempre. A História nos prova: os ditadores caem e os fracos de caráter não têm vez. Assim, o destino de muitos já está escrito. Serão enterrados junto a seus castelos de areia e exércitos de formigas.


Eu e os meus seguiremos em frente. A vida é muito mais ampla e desafiadora do que alguns supõem. Existe um mundo imenso e extenso lá fora. Platão já ensinou o caminho para sair da caverna; uma pena faltar a tantos coragem para encontrá-lo