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terça-feira, 20 de abril de 2021

Devaneio e Destino


Por onde você caminha, peregrina?

Por que me deixa assim tão solto, tão só?

Eu só queria que “apesar dos pesares”

Se corpo ainda pesasse sobre o meu

Que “apesar dos pesares”

Seu rosto ainda se confundisse com o meu

Só que não, não podemos mais viver assim

Agora nos resta a condenação do vazio

Onde ficamos sozinhos, sombrios

Mesmo sob o mais belo luar

Mesmo sob a mais linda cachoeira

Ainda somos nós mesmos

Só não sabemos mais quem só somos

Átomos dos hiatos

Primos das primazias

Infernos do mais celestial devaneio

Então, por que você ainda não veio?

Do que você tem tanto medo?

De errar de novo ou de descobrir

Que, no fim, nunca foi engano ou tropeço

A alheia vilania nada mais é

Do que os próprios passos certeiros

Que seus pés desenharam na manhã da terra

Conformando o que é e sempre será

Seu inevitável e poético Destino