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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O desafio do ensino superior brasileiro




Concebido para formar profissionais mais qualificados e produtores de conhecimento, o ensino superior no Brasil está sofrendo uma ampla defasagem.  É um resultado da política do Governo Federal nos últimos 16 anos de investir fortemente em uma indiscriminada abertura de vagas e instituições de ensino. Se por um lado, a medida democratizou o acesso a uma mais elevada modalidade de ensino; por outro, rebaixou a qualidade do serviço prestado, pois foram as instituições que se adaptaram ao novo universo de estudantes, oriundo de uma formação escolar básica sucateada e sem maiores investimentos, tanto no nível público quanto no privado.
Dessa forma, insere-se como desafio para o ensino superior brasileiro a redescoberta de sua vocação natural que é formar profissionais em áreas estratégicas e cientistas, pesquisadores capazes de desenvolver projetos que resultem na produção de conhecimento.
        Esse é um passo fundamental para o futuro das instituições de pesquisa. Isso se deve à elevação dos investimentos federais na carreira de pós-graduação. Vagas para mestres e doutores estão aumentando a cada ano, no entanto, muitas sofrerão o risco de se tornarem ociosas, tendo em vista a pobre bagagem de muitos universitários que são diplomados semestralmente, incapazes de cumprir as exigências dos editais de ingresso nos programas de concessão de títulos acadêmicos.
Para que os diplomados possam seguir carreira acadêmica ou buscar vagas em empresas sem terem de passar, obrigatoriamente, pelo crivo de cursos de especialização ou programas de trainee, é crucial que as universidades priorizem com profundidade a qualidade do ensino oferecido, a plena formação de seus estudantes.
É preciso que o formando não chegue mais ao mercado natimorto, obsoleto. Para isso, o ensino superior precisa simplesmente resgatar seu objetivo primordial, a preparação genuína de seus alunos para um futuro que requer qualificação, diferencial e não apenas um documento para melhorar a estatística do Brasil perante organismos internacionais.

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